Entrevista a Macedo de Sousa

Investigador, historiador, productor, director de festivales de humor y periodista. Portugal.

PP: ¿Le gusta que le hagan entrevistas?

MACEDO DE SOUSA: No me importo, mas também não ando atras delas.

 

PP: En este año 2014, ¿cómo ve el estado del humor en el país donde vive, en televisión, radio, teatro, literatura y gráfica?

MACEDO DE SOUSA: Infelizmente na imprensa há cada vez menos espaço para o desenho satírico e, mesmo a ironia nem sempre é bem aceite. Em contrapartida a televisão, a rádio e a literatura tem tido uma expansão muito grande no cómico, ou seja não no humor, mas no burlesco, no grotesco, explorando muitas vezes o brejeiro, o picaro sem ir muito a fundo na crítica. Vive-se muito no politicamente correcto, com medo de magoar políticos, economistas, agentes corruptos do estado… No teatro, independente é onde ainda sobrevive melhor o humor. Claro que nem tudo é mau e há excepções, mas são cada vez mais excepções.

 

PP: En todos los países de América Latina se dice: "Mi país es un pueblo de humoristas", "en mi país, tú mueves una piedra y sale un humorista", etc. ¿En el país donde vive se dice lo mismo?

MACEDO DE SOUSA: Aqui diz-de que os políticos anda a roubar o lugar aos humoristas, porque são tão grotescos na sua actuação, no que dizem que só dá para rir, e os humoristas só tem de repetir o que eles dizem de forma séria. Mas o ditado que referiste não é conhecido em Portugal.

 

PP: ¿Es verdad la acuñada frase: "Es más fácil hacer llorar que hacer reír?

MACEDO DE SOUSA: Claro que sim.

 

PP: ¿Cuándo decidió dedicarse a estudiar y trabajar con el humor?

MACEDO DE SOUSA: Não sou humorista, sou estudioso do humor, historiador, produtor de eventos de humor e dediquei-me a este campo naturalmente, sem saber bem porque. Talvez para manter a minha sanidade mental dentro da sociedade contemporânea.

PP: ¿El humorista nace o se hace?

MACEDO DE SOUSA: O humorista nasce, e pode-se melhorar aos poucos, com a prática. Não se consegue fazer um humorista na escola porque é algo que vem da alma. Eu sei todos os truques, toda a construção que provoca o riso, e eventualmente consigo criar no publico sorrisos, mas nunca serei um humorista.

 

PP: ¿Cuál ha sido el mejor y el peor momento de su carrera hasta el día de hoy?

MACEDO DE SOUSA: O melhor é quando tenho humoristas de qualidade a participarem nos meus eventos, os piores quando eles não participam.

 

PP: Como estudioso del humor, ¿se ríe fácil? ¿Con qué tipo de chistes?

MACEDO DE SOUSA: Não tenho o riso fácil, prefiro sorrir, e a maior parte dos chistes já não me dizem nada. Prefiro aqueles que por vezes quase me fazem chorar exteriormente e sorrir na alma.

 

PP: ¿Alguna anécdota relacionada con su profesión?

MACEDO DE SOUSA: Pensarem que sou Doutorado em Humor quando veem o meu curriculum

 

PP: ¿Con cuáles colegas se identifica?

MACEDO DE SOUSA: Em Portugal os melhores para mim são o Rui Pimentel, Luis Afonso, José Bandeira, Santiagu

 

PP: ¿Qué me aconseja a mí como estudioso del humor?

MACEDO DE SOUSA: Sorria para e com a vida SEMPRE.